Pesquisas Eleitorais

 
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Comunicado

IBOPE Inteligência faz balanço dos resultados de suas pesquisas eleitorais no 1º turno

06/10/2014

Mais uma vez o IBOPE foi a única empresa de pesquisa do país a realizar estudos regulares em 26 estados e mais o Distrito Federal durante toda essa campanha. Foram 134 estudos para divulgação desde o início da campanha eleitoral, sendo 10 somente na boca de urna. Todas essas pesquisas foram contratadas pela Rede Globo, em alguns casos em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, além de suas afiliadas de cada estado ou região.

Nosso objetivo, com essas pesquisas, é fornecer à sociedade uma informação imparcial e precisa sobre as tendências do eleitorado ao longo da campanha, contando  a história de cada pleito, com candidaturas que crescem de forma surpreendente, outras que evoluem dentro do esperado na conjuntura política do estado, outras ainda que “murcham”, além das “viradas” que ocorrem a cada ano eleitoral. “As pesquisas servem para que a sociedade acompanhe e reflita sobre o processo de decisão eleitoral”, ressalta Márcia Cavallari, CEO do IBOPE Inteligência.

A campanha nacional foi bastante difícil desde o início. As pesquisas realizadas em junho de 2013 já apontavam o desejo de mudança, ainda que difusa, da população. Durante a campanha, muitos acontecimentos impactaram na decisão do eleitor e o IBOPE mostrou a influência de cada um deles: morte de Eduardo Campos, seguida da ascensão de Marina Silva e sua queda após críticas de todos os adversários. As pesquisas nacionais realizadas apontaram corretamente tanto o crescimento e queda de Marina, como a ascensão de Aécio no final da campanha e a realização do 2o turno entre Dilma e Aécio.

Em alguns estados observamos um percentual elevado de eleitores indecisos para governo e principalmente para o Senado até a véspera da eleição. Essa fatia do eleitorado, quando se decide, não se distribui necessariamente na mesma proporção do restante da população, o que acaba ocasionando mudanças de última hora.

Mesmo assim, em apenas dois estados tivemos um resultado final diferente do apontado nas pesquisas: Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

No primeiro caso identificamos todas as tendências durante a campanha, mas não captamos a velocidade de crescimento de José Ivo Sartori, principalmente após o debate, que culminou com sua liderança na disputa. Já em relação ao Rio as pesquisas mostraram desde o início da campanha a disputa acirrada entre Pezão, Garotinho e Crivella, mas não detectaram a migração de votos de Garotinho para Pezão na velocidade em que ocorreu, apesar de terem detectado corretamente a eleição de Romário para o Senado.

Temos a grande satisfação de ter apontado as tendências mais importantes, principalmente considerando a complexidade do cenário desta eleição e a função da pesquisa, que não é antecipar o resultado da urna, mas sim contar a história do processo eleitoral.